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FIM DA ESCALA 6X1: O RH PRECISA COMEÇAR A SE PREPARAR?

A discussão sobre o fim da escala 6×1 ganhou um novo capítulo nesta semana. A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou a PEC 221/2019, que prevê dois dias de descanso remunerado por semana e a redução da jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial. A proposta ainda não está em vigor e precisa passar pelo plenário do Senado em dois turnos.

Apesar de ainda haver um caminho legislativo pela frente, o avanço coloca uma questão importante para as empresas: como uma eventual mudança na jornada pode impactar a organização das operações e a gestão de pessoas?

O impacto vai além das horas trabalhadas

Uma mudança na jornada não significa apenas reorganizar horários. Para setores que dependem de funcionamento contínuo, o desafio pode envolver dimensionamento de equipes, redistribuição de turnos, custos, produtividade e necessidade de novas contratações.

Comércio, saúde, hotelaria, construção e outras atividades que precisam manter suas operações por períodos extensos estão entre os setores que podem enfrentar adaptações mais significativas.

Para o RH, isso reforça a necessidade de compreender profundamente a operação. Quantas pessoas são necessárias em cada turno? Quais posições são críticas? Onde já existem gargalos ou sobrecarga? Há profissionais suficientes para uma eventual reorganização das escalas?

Planejamento de pessoas ganha ainda mais importância

Empresas que conhecem sua capacidade operacional conseguem analisar diferentes cenários antes que uma mudança se torne urgente.

Uma eventual alteração na jornada pode exigir revisão das escalas, redistribuição de responsabilidades e reforço das equipes. Nesse cenário, recrutamento e seleção também ganham importância: aumentar o quadro rapidamente, sem planejamento ou critérios bem definidos, pode gerar novos problemas em vez de solucionar os existentes.

O papel estratégico do RH está justamente em conectar as necessidades do negócio às necessidades das pessoas, garantindo que decisões sobre força de trabalho sejam tomadas com dados, planejamento e visão de longo prazo.

Jornada também influencia atração e retenção

O debate ainda traz outro ponto relevante: as condições oferecidas pelas empresas também fazem parte da decisão dos profissionais sobre onde trabalhar e permanecer.

Jornada, equilíbrio entre vida pessoal e profissional e organização das escalas podem influenciar a atratividade de uma oportunidade. Por isso, mudanças nesse cenário também podem repercutir na disputa por talentos e nas estratégias de retenção.

Antecipar cenários também é gestão estratégica

A PEC ainda está em tramitação e não exige mudanças imediatas das empresas. Mas isso não impede o RH de acompanhar o debate, analisar sua estrutura e identificar possíveis impactos.

Preparação não significa antecipar uma decisão que ainda não foi tomada. Significa conhecer a própria operação para responder com mais segurança caso o cenário mude.

A Sucel RH apoia empresas no recrutamento, seleção e gestão de profissionais, contribuindo para a construção de equipes alinhadas às diferentes necessidades das operações.

Estamos prontos para atender você com agilidade, segurança e qualidade.